quinta-feira, 21 de junho de 2012

Brasil é apontado como o segundo maior mercado de franquias


O Brasil é o segundo país em número de franqueadores, com 2.226 marcas. O mercado nacional de franquias é maior que o dos Estados Unidos, que tem 1,5 mil marcas. Os dados constam de um estudo da Rizzo Franchise, empresa especializada no mercado de franquias, com base em levantamento realizado em 2010.
Com relação ao número de empresas franqueadas, o Brasil cai para a quarta posição, com 160.272 registros, atrás da China (200.000), Japão (235.000) e Estados Unidos (784.802).
Segundo a Associação Brasileira de Franchising, ABF, O Boticário é a maior rede do setor, com 3.337 lojas, seguida da Colchões Ortobom, que tem mais de 1,7 mil unidades e do Kumon Instituto de Educação, com mais de 1,5 mil escolas. O Sudeste é a região que mais concentra franquias, com 70,5% das marcas. Em seguida, aparece o Sul (17,3%) e o Nordeste (7,7%). O Centro-Oeste tem apenas 3,6% das marcas e o Norte 0,8%. São Paulo (51,1%), Rio de Janeiro (12,7%) e Paraná (8,2%) são os três estados com maior número de sedes de franquias.
O levantamento aponta Goiânia e Anápolis como as melhores cidades de Goiás para se investir em uma franquia. Em Goiânia, indica a pesquisa, os melhores setores são, pela ordem, Automotivo, Hotelaria e Turismo, Educação e Treinamento, Saúde e Beleza, Construção, Vestuário e Acessórios, Livrarias, Alimentação, e Infantil. Já em Anápolis são citados Educação e Treinamento, Automotivo, Construção e Mobiliário, Infantil, Alimentação, Saúde e Beleza, Hotelaria e Turismo, Vestuário e Acessórios, e Livrarias. 

Fonte: Revista Administradores

terça-feira, 5 de junho de 2012

Interp inicia projeto Desenvolvimento Pessoal e Profissional



A Interp- Incubadora de Empresas, realizou hoje o início do projeto Desenvolvimento Pessoal e Profissional, que conta com a ajuda de acadêmicos do curso de Psicologia da Anhanguera-Uniderp.

O projeto tem o objetivo de desenvolver pessoalmente e profissionalmente os empreendedores incubados, visando o plano de vida. E assim, oferecer aos empreendedores ferramentas para aplicar o projeto de vida como ferramenta de gestão pessoal e profissional. 

Neste primeiro encontro os empreendedores puderam se conhecer e trabalhar o relacionamento pessoal. “Mostramos para eles neste encontro a importância do desenvolvimento pessoal para um empresário. Fizemos com que eles refletissem sobre o plano de vida deles”, conta Ricardo Takaki, acadêmico de Psicologia.

Pensar só em trabalho e não cuidar da vida pessoal pode se tornar um problema, segundo o empresário Fernando Rodrigues. “Vejo muitos empresário perderem a família por darem foco só no trabalho. Então com este projeto podemos notar a importância do equilíbrio. Você cuidar da vida profissional e a pessoal”.

Incubadoras apoiadas serão centros de referência

Um trabalho que em dois anos se tornará referência na área de inovação, tecnologia e empreendedorismo no Brasil. Esta é a perspectiva da parceria entre o Sebrae e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). As duas instituições lançaram um edital em novembro de 2011 para apoiar incubadoras de empresas do país e realizam nesta segunda-feira (4), em Brasília, o primeiro encontro de trabalho com representantes de 44 projetos vencedores.

A reunião conta com a presença dos selecionados na modalidade 1 da chamada. Trata-se de entidades mais estruturadas em aspectos como gestão, que darão apoio e trocarão experiências com as 108 selecionadas na modalidade 2 do mesmo edital. Na reunião, os representantes discutem princípios e diretrizes de governança da metodologia dos Centros de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne).
Ao final de dois anos, prazo de desenvolvimento das atividades previstas no documento, elas se tornarão também centros de referência e poderão apoiar novas empresas. Esse modelo começou a ser desenvolvido pelo Sebrae e Anprotec em 2008. Essas duas instiuições estão disponibilizando R$ 24,7 milhões para atender aos 152 projetos escolhidos pela chamada.

Mais participantes

Na abertura da reunião, o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, destacou a atuação das 44 incubadoras da modalidade 1. Ele falou da importância de aproximar experiências dos grandes centros com as de outros estados.

Sobre a parceria com a Anprotec, Carlos Alberto dos Santos assinalou que o bom momento econômico do Brasil se reflete na inovação e tecnologia, com a possibilidade de um planejamento a longo prazo e de um salto qualitativo no setor. “Temos metodologia e recursos. Nos próximos anos, precisamos não apenas manter as instituições apoiadas, mas também ampliar o número de participantes”, afirmou. Segundo o diretor, essa colaboração permite o diálogo com o conjunto de incubadoras de empresas brasileiras. “Aqui se cria uma rede de contatos que permitirá discutir as principais questões e dilemas da área”, disse.

A presidente da Anprotec, Francilene Garcia, observou que o modelo de melhores práticas do Cerne surgiu a partir da realidade nacional, e não copiado de modelos estrangeiros. Ela considera que o edital lançado junto com o Sebrae contribuirá para uma gestão mais profissional das incubadoras. “Existe um conjunto significativo de empreendimentos que terão apoio mais qualificado”, declarou. Ela lembrou ainda que, em 2012, a Anprotec comemora 25 anos de existência.

FÊNIX gradua 10º empreendimento durante Feira em Dourados



A FÊNIX – Incubadora de Empresas da UEMS, marcou presença na Feira do Empreendedor que aconteceu no Pavilhão de Eventos Dom Teodardo Leitz, em Dourados, de 01 a 03 de junho.
Contando com a participação de um representante do SEBRAE – Dourados, a incubadora graduou o empreendimento PLENA AUTOMAÇÃO, do empreendedor João Bosco de Carvalho em uma solenidade realizada no stand de Tecnologia. Este já é o décimo empreendimento graduado pela Incubadora da UEMS.
Durante a Feira do Empreendedor a FÊNIX teve oportunidade de contatar com a comunidade e prestar esclarecimentos sobre o Edital aberto para o recebimento de novas propostas de negócios, bem como apresentar os benefícios de ser uma empresa participante do sistema de incubação.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

É possível ter sucesso na carreira com qualidade de vida?


Você se recorda do filme Matrix? Nele, o herói Neo descobre que vive em um mundo artificial criado por máquinas e que para ir ao mundo real precisa tomar uma pílula vermelha. Será que não estamos vivendo algo semelhante a esse filme? Será que não nos tornamos escravos do dia a dia, sem tempo, sem qualidade de vida, sem realizações e com um monte de tecnologia nos dominando?
Essa matriz que vivemos possui dois eixos fundamentais, que correspondem a tudo que buscamos em nossa vida: resultado & equilíbrio. Em um dos eixos está o equilíbrio – tudo o que fazemos para aumentar nosso bem-estar. No outro, está o resultado – todos os objetivos que conseguimos alcançar. Em outras palavras, equilíbrio tem a ver com quem você quer ser e resultado, com o que você quer ter.
Se colocarmos esses dois eixos na matriz, teremos então 4 células que podemos associar a perfis individuais, momentos que passamos em nossa vida de acordo com as oportunidades, situações e escolhas que fazemos.
Em um extremo teremos as pessoas que não têm nem resultados e nem equilíbrios em suas vidas. Vivem uma vida estressante, cansativa, com a sensação de que não conseguem nem sair do lugar e nem obter resultados financeiros, na carreira, acadêmicos, etc. É a célula que convencionei chamar de perdido, pois é o estado em que a pessoa se encontra.
No outro extremo, teremos as pessoas que conseguiram alcançar um patamar na vida com resultados e equilíbrio abundantes, apesar de muita gente dizer justamente o contrário: que quanto mais crescemos na vida, menos tempo temos para família, saúde, lazer, esporte, etc. Felizmente, esse conceito não é verdadeiro, pois muita gente conseguiu chegar nessa célula da Matriz. Literalmente tomaram a pílula vermelha e vivem em outro ritmo.
Descobrir o que essas pessoas têm em comum foi um processo interessantíssimo. Dentre os pontos, podemos destacar:
•    Um modelo mental treinado para resultado e equilíbrio simultaneamente, ou seja, quando surge uma oportunidade, eles já pensam se terão as duas coisas ou como podem fazer para tê-las, caso contrário não é ideia para eles.
•    Uma capacidade de entender que sua energia pessoal bem utilizada aumenta sua performance diária e isso aumenta o combustível da realização
•    Uma capacidade de filtrar as diversas ideas que surgem ao longo do dia e com isso estabelecer um plano de ação que não deixe margem aos próximos passos
•    Eles não extirparam a procrastinação da vida, mas entenderam quando ela se torna positiva e quando atrapalha a execução
• Eles sobem em conjunto com as pessoas que fazem a diferença na vida. Afinal de que adianta chegar no topo da montanha e não ter ninguém para comemorar ao seu lado?
As pessoas não fazem o que elas deveriam fazer, porque quando estão nas células erradas da matriz e sem parar para pensar, consomem todo tempo e a vida passa tão rápido, sem equilíbrio e resultado, que nem conseguem se dar conta. No livro Equilíbrio e Resultados, você vai encontrar vários cases das pessoas em suas diversas células, pesquisas e novos estudos sobre performance e vai descobrir que é possível ter equilíbrio e resultados na vida, sem dúvida.

Fonte: VOCÊ S/A

Como se preparar para uma negociação?

Por Redação, www.administradores.com.br





Existem inúmeras razões que podem levar uma negociação ao fracasso, mas o principal "pecado" é não ter presente que a maioria das negociações se ganha ou se perde de acordo com a qualidade da preparação, entre outras coisas, quando não se faz uma análise de riscos.
Benjamin Franklin costumava dizer: "quem não leva a sério a preparação de algo, está se preparando para o fracasso". Assim, se quiser fracassar, você já tem a receita e pode fazer o que muita gente faz: inventar uma porção de desculpas para não se preparar, tais como, "não é preciso, eu já sei tudo", ou então, "eu não tenho todos os dados, foi tudo de imprevisto, ou eu não tenho tempo". Esta é apenas uma pequena lista das desculpas daqueles que se preparam para o fracasso.
Cabem algumas considerações:
(1) quem não tem tempo para preparar vai acabar tendo que arranjar tempo para o retrabalho ou para amargar o fracasso;
(2) existem duas espécies de preparação: a específica e a não específica. A específica é quando se sabe de antemão com quem se vai negociar. A não específica é para as negociações imprevistas. Esta preparação é do tipo corpo de bombeiros. Os bombeiros se preparam para apagar incêndios, não importa onde e como ocorram;
(3) a questão da dinâmica emocional: o ser humano age no sentido de buscar o prazer e evitar a dor. E não existe nada atraente em preparar uma negociação, a menos que você consiga dar um grande significado à preparação, como na história dos três operários que estavam fazendo uma mesma obra e, perguntados sobre o que estavam fazendo, responderam respectivamente: "Estou assentando pedras"; "Estou fazendo uma escada"; "Estou construindo uma catedral". Portanto, uma mesma obra suscitou três respostas muito diferentes. A maioria das pessoas não prepara porque acha que está assentando pedras. Se conseguir entender que preparar uma negociação é construir uma catedral, já temos um excelente ponto de partida.
Também é preciso que se domine a tecnologia de preparação. De acordo com Sun Tzu, é preciso ver uma situação por dois pontos de vista: o nosso e o do outro lado. Mas, atualmente, isto só não basta, é preciso um terceiro, que é o de um observador neutro.
Por outro lado, podemos seguir com Ilya Prigogine, Prêmio Nobel de Química, que postula o fim das certezas. Isto quer dizer que o enfoque determinístico já era. Assim, também temos que adotar uma abordagem probabilística. Para tanto, considere três possibilidades: otimista ou o que de melhor pode acontecer. Assim, esteja preparado para o melhor, caso contrário você poderá não percebê-lo e perder oportunidades, ou seja, achar que é bom demais para ser verdade. Nem tudo é tempestade. Às vezes os ventos sopram a favor.
Pense depois no que seria o mais provável, tendo em vista não só o que aconteceu no passado, mas também as tendências que estão se manifestando, bem como as projeções de futuro.
E finalmente pense no que pode acontecer de pior. Sempre pode prevalecer a Lei de Murphy. Sempre pode aparecer um imprevisto, uma surpresa negativa.
De qualquer forma, é preciso que se esteja atento aos pequenos sinais que podem tanto se transformar em tempestades como em grandes oportunidades. Assim, baseado nestes pontos de vista e possibilidades, e para que se possa fazer uma análise de risco, desenvolvi a Matriz de Preparação de uma Negociação: que é uma estrutura conceitual única, que já testei em meus seminários de negociação com resultados surpreendentes e extremamente positivos, fazendo, inclusive, com que os participantes mudassem radicalmente a forma como vinham conduzindo suas negociações, inclusive as que já estavam em andamento.
Para se preparar bem uma negociação é fundamental que se leve em conta 9 dimensões. Em geral, as pessoas levam em conta uma ou no máximo duas dimensões. Quem for otimista, considera a dimensão Eu/Otimista. O pessimista a dimensão Eu/Pessimista.
Dominar esta matriz requer um bom aprendizado, mas compensa. Você terá uma visão mais abrangente de suas negociações. A estratégia de aprendizado comporta três passos. Primeiro, aprenda a ver a situação pela sua ótica, considerando as três probabilidades. Depois, pela ótica do observador neutro. E, finalmente, pela ótica do outro. Houve um tempo em que considerei que o segundo passo deveria ser ver a situação pela ótica do outro, mas constatei que para a maioria das pessoas isto é mais difícil.
A partir da Matriz, cabem algumas considerações:
- No caso de uma negociação com mais de duas partes, as linhas da Matriz devem contemplar todas as partes envolvidas
- Para utilizar a Matriz, é preciso criatividade e imaginação. Não se trata, portanto, de um exercício burocrático. Na realidade, a preparação é um exercício de imaginação e criatividade
- O que de pior pode acontecer para um negociador? Negociar com uma pessoa desonesta e muito competente. Um caso clássico disso foi a negociação entre Hitler e Neville de Chamberlain, primeiro ministro do Reino Unido, para tratar da questão da paz na Europa, envolvendo a posse dos Sudetos na Iugoslava. Chamberlain foi iludido por Hitler e fez um péssimo acordo
- Tenha planos contingenciais para os casos de imprevisto
- Tenha presente que o que importa, não é o que você faz, mas a resposta que você obtém pelo que faz. Assim, se o que você estiver fazendo não levar para onde você quer, tenha alternativas e mude
- Saiba quando é importante mudar, mas também quando é importante manter posição e isto se chama flexibilidade. As duas frases abaixo, explicitam melhor o que é flexibilidade
- "Insanidade é fazer as mesmas coisas repetidas vezes e esperar obter resultados diferentes". (Jeff Olson)
- "Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes" (Jacob Riis)
Isso significa que flexibilidade é comportamento adequando à situação.
De qualquer forma, tenha presente o que disse Albert Einstein: "A mente que se abre para uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original". Assim, quando você compreender a Matriz de Preparação da Negociação, você vai se abrir para novas possibilidades e resultados.
Outras considerações sobre a preparação:
1) prepare-se para todas as etapas. A negociação tem sete etapas. Sempre tenha presente que a negociação não acaba quando o acordo foi firmado, mas sim quando o acordo foi cumprido;
2) Procure saber se a negociação deve ser conduzida na base da barganha de propostas ou na base da solução de problemas. Isto pode fazer uma grande diferença;
3) tenha cuidado com discursos do tipo ganha/ganha. Só sabe, efetivamente o que é ganha/ganha, quem conhecer muito bem o que sejam as táticas ganha/perde, como a falsa negociação, a surpresa final, o falso acordo e uma série de táticas psicológicas. Caso contrário pode-se estar sendo profundamente ingênuo
4) Faça uso do MIN – Modelo Integrado de Negociação.
O MIN é um modelo que desenvolvi com o objetivo de possibilitar uma abordagem holística de uma negociação. Tem como ponto de partida uma pergunta bastante simples: Quais são todas as condições necessárias e suficientes para que se tenha sucesso em qualquer negociação, seja ela aos níveis estratégico, tático ou operacional, não importando o grau de complexidade envolvido. Compreende cinco aspectos fundamentais e presentes em toda e qualquer negociação, que são:
(a) conhecimento do negócio, pelas óticas técnica, financeira, contábil, jurídica, tributária, etc.
(b) os cenários da negociação. Toda negociação ocorre em três cenários: o primeiro é aquele em que se dá a negociação. O segundo é o do eleitorado, ou, seja das pessoas importantes para os negociadores. O terceiro é o do macro-ambiente econômico e social.
(b) o processo de negociação, suas etapas, estratégias e táticas de informação, tempo e poder, as formas de se fazer concessões e de superar impasses e objeções;
d) o relacionamento interpessoal, que importa, entre outras coisas, nos estilos comportamentais de negociação, catalisador, apoiador, analítico e controlador e
(e) a realidade pessoal do negociador, com suas crenças, valores, determinação, paixão e capacidade para superar adversidades.
O que qualquer negociador que queira alcançar um patamar de excelência deve ter presente é que sem uma boa preparação, não há possibilidade de sucesso real. Assim, prepare suas negociações. Construa a sua catedral que você vai começar a ver que existem milagres e sempre tenha presente que quem pode o mais pode o menos.

Gestão do conhecimento e o valor do capital humano

Por Juliana Quintino de Oliveira, www.administradores.com.br



A gestão do conhecimento, quanto mais acirrada for a concorrência no mercado e maiores os desafios de crescimento e consolidação das empresas, é essencial para a conquista do sucesso nos seus negócios. Entretanto, o que vem a ser exatamente a gestão do conhecimento? Academicamente, pode ser definida como o conjunto de atividades voltadas para a promoção dos saberes do quadro de recursos humanos, possibilitando que a organização como um todo e seus colaboradores utilizem as melhores informações disponíveis a fim de maximizar a produtividade a qualidade e, portanto, a sua competitividade nos mercados em que atuam.
Podem ser gerenciados os saberes acumulados de todos os funcionários, de modo a transformá-los em um ativo da empresa. Esse processo é realizado através da reciclagem contínua e de uma utilização criativa do conhecimento e da experiência compartilhados. Através da intranet, por exemplo, é possível reunir informações, experiências e vivências dos funcionários, convertendo-os em conhecimento organizacional, devidamente arquivado e catalogado.

Constitui-se, assim, um banco de dados, que facilita o acesso ao conhecimento de colegas e ajuda as empresas a trabalharem de maneira global. Cada indivíduo que deixa o seu emprego leva consigo conhecimentos que vale a pena reter. E cada novo funcionário contratado trará conhecimentos que merecem ser compartilhados por todos. Por isso, é tão importante organizar e reter todas essas informações e experiências do quadro de recursos humanos, que é um patrimônio incomensurável no universo corporativo.

Pode-se dizer então que as organizações de sucesso são aquelas nas quais a gestão do conhecimento é, dentre outros itens, parte integrante da atividade individual. Todos têm a necessidade de criar, compartilhar, procurar e usar o conhecimento em suas rotinas diárias. Pierre Lévy, diz o seguinte: "Ninguém sabe tudo; todos sabem alguma coisa, todo o saber está na humanidade... A inteligência é distribuída por toda a parte, é um fato. Mas se deve agora passar desse fato ao projeto".

Ou seja, todo conhecimento somente agrega efetivo valor à empresa se for aplicado de maneira prática e eficaz para a conquista de resultados. É por isso que, cada vez mais, o capital humano precisa ser reconhecido como o mais importante patrimônio e elemento fundamental para o sucesso das empresas. A competência de uma organização é medida exatamente pela soma das capacidades de seus colaboradores.

As políticas contemporâneas de recursos humanos não podem ignorar essa questão. É absolutamente ultrapassado entender a empresa como instituição acima de seupatrimônio humano, mesmo que sua origem tenha como base o conhecimento profundo de seu fundador quanto à sua atividade básica. O conteúdo acadêmico, a experiência profissional, a vivência e a criatividade de cada funcionário são essenciais para o sucesso do negócio e a cultura organizacional. Portanto, a gestão do conhecimento, necessária e importante para toda empresa, somente será eficaz se tiver como pressuposto o reconhecimento ao talento dos colaboradores.

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